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Corte de gastos e reformas fiscais dividem opiniões no Congresso

Rodrigo Fonseca
Última atualização: 28 de novembro de 2024 13:21
Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

O pacote de corte de gastos proposto pelo governo deve ser votado antes do recesso parlamentar, previsto para o dia 22 de dezembro. O objetivo é gerar uma economia de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos, por meio de uma série de medidas, incluindo ajustes no salário-mínimo, abono salarial e Benefício de Prestação Continuada. Além disso, o governo propõe mudanças nas Forças Armadas, como a eliminação da “morte ficta” e a contribuição dos militares para fundos de saúde. O pacote também inclui a ampliação de escolas em tempo integral e o controle mais rigoroso de programas sociais com o uso de biometria.

A proposta gerou reações contrastantes entre os parlamentares. Alguns membros do governo, como o senador Rogério Carvalho, veem as medidas como necessárias para a contenção de gastos e a melhoria da gestão pública, destacando o compromisso com o aumento real do salário-mínimo e a vinculação de recursos para saúde e educação. Por outro lado, opositores, como o senador Wellington Fagundes, criticaram as mudanças, especialmente as restrições no crescimento do salário-mínimo, alegando que elas prejudicarão os mais pobres em um cenário de alta inflação.

Além do pacote de corte de gastos, o governo anunciou uma reforma tributária que isentaria o Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. Embora o ministro da Fazenda tenha explicado que essa medida seria compensada por um aumento de impostos para os mais ricos, a proposta gerou polêmica. A oposição questiona a sustentabilidade fiscal da medida, considerando o impacto nas contas públicas, enquanto líderes governistas defendem a justiça da isenção para a população de menor renda. A reforma do Imposto de Renda será debatida mais profundamente em 2025.

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