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Calor extremo e seca histórica ameaçam produção de café no Brasil

Amanda Rocha
Última atualização: 23 de dezembro de 2024 04:12
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O Brasil, maior produtor de café do mundo, enfrenta uma crise na produção devido ao aquecimento global, com altas temperaturas e longos períodos de seca afetando as principais regiões cafeeiras do país, como Minas Gerais e São Paulo. Os produtores enfrentam condições extremas, como dias consecutivos de temperaturas acima de 35°C e meses sem chuvas, o que compromete tanto a quantidade quanto a qualidade do grão. As colheitas têm sido reduzidas, e o aumento da incidência de pragas e doenças também afeta o cafeezal, com destaque para o bicho mineiro, que prejudica a saúde das plantas. As projeções para o futuro indicam que, com o aumento da temperatura global, as áreas aptas para o cultivo de café podem diminuir consideravelmente, especialmente em estados como Minas Gerais e São Paulo.

A alteração climática tem causado um estresse térmico nas plantas de café, reduzindo a fotossíntese e tornando os grãos menos produtivos e de qualidade inferior. A florada, fase crucial para a produção, é especialmente sensível ao calor, podendo resultar no aborto floral e na perda de frutos. A pesquisa aponta que, com o aumento da temperatura, as regiões tradicionalmente produtivas podem se tornar impróprias para o cultivo, enquanto estados do Sul, como Paraná e Santa Catarina, podem experimentar uma leve expansão de seu potencial cafeeiro, embora essa migração ainda dependa da adaptação dos produtores a novas condições de cultivo.

Essa redução na produção do café pode resultar em aumento de preços, afetando o mercado global, onde o consumo de café cresce a cada ano. O impacto da menor oferta e da perda de qualidade do grão pode restringir o acesso à bebida, especialmente em um cenário de aumento populacional e demanda crescente. Entretanto, pesquisadores buscam alternativas para mitigar os efeitos do clima, como o desenvolvimento de variedades mais resistentes ao calor e técnicas de manejo sustentável. Contudo, essas soluções ainda estão em estágios iniciais, e o futuro do café no Brasil depende da adaptação rápida às mudanças climáticas.

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