Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Procurar
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Genética e autismo: desvendando as origens de um espectro complexo
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
Procurar
Have an existing account? Sign In
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A

Genética e autismo: desvendando as origens de um espectro complexo

Laura Ferreira
Última atualização: 24 de abril de 2025 02:12
Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

Por décadas, acreditou-se que o autismo era resultado de fatores ambientais, como a chamada “teoria da mãe-geladeira”, hoje considerada equivocada. A partir dos anos 1970, estudos com gêmeos revelaram um forte componente genético, mostrando que a probabilidade de ambos os gêmeos idênticos serem autistas pode ultrapassar 90%. Desde então, avanços na genética identificaram mutações em mais de 100 genes, muitas delas associadas a deficiências graves no neurodesenvolvimento, como atrasos motores e intelectuais. Essas descobertas permitiram maior compreensão sobre como variações genéticas, tanto herdadas quanto espontâneas, influenciam o espectro autista.

Além das mutações raras e de grande impacto, pesquisas recentes destacam o papel de centenas de variantes genéticas comuns, que, em conjunto, contribuem para traços autistas. Essas variações estão presentes mesmo em pessoas neurotípicas, mas sua combinação pode levar a diferenças significativas no desenvolvimento cerebral. Estudos como o “Reading the Mind in the Eyes” ajudaram a correlacionar essas variantes com características como dificuldade em reconhecer emoções ou habilidades elevadas em áreas específicas, como matemática e arte. No entanto, a complexidade do autismo ainda desafia os cientistas, especialmente em relação às diferenças entre gêneros e à diversidade dentro do espectro.

Apesar dos avanços, a pesquisa genética sobre o autismo gera debates éticos, principalmente sobre o risco de testes pré-natais e possíveis usos eugênicos. Enquanto alguns defendem intervenções para casos graves, outros veem o autismo como parte da identidade e da neurodiversidade. Projetos como o Autism Sequencing Consortium buscam tratamentos para condições associadas, como epilepsia e distúrbios gastrointestinais, sem perder de vista a necessidade de inclusão e redução do estigma. O desafio, segundo especialistas, é equilibrar a busca por soluções médicas com o respeito à diversidade humana.

Notícia Anterior Linguistas debatem futuro do português brasileiro e europeu como línguas distintas
Próximo notícia Proposta de emenda constitucional busca integrar bancos de dados e fortalecer segurança pública
Banner
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta