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Inteligência artificial combate evasão escolar em escolas do Rio Grande do Sul

Patricia Nascimento
Última atualização: 12 de abril de 2025 05:59
Patricia Nascimento
Tempo: 1 min.

O governo do Rio Grande do Sul está utilizando inteligência artificial para reduzir a evasão escolar na rede pública de ensino. Desenvolvida em parceria com a IBM, a ferramenta analisa indicadores como situação financeira, vulnerabilidade social e histórico acadêmico para classificar o risco de abandono dos alunos em níveis crítico, alto, médio ou baixo. Desde fevereiro de 2025, todas as escolas estaduais têm acesso à plataforma, que já gerou 4,8 mil planos de ação personalizados.

A secretária da Educação, Raquel Teixeira, destacou que a tecnologia eleva a busca ativa e o acompanhamento pedagógico, ajudando a enfrentar o principal desafio educacional do estado. A ferramenta cruza grandes volumes de dados rapidamente, permitindo respostas mais ágeis, conforme explicou a pedagoga Maria Eunice Viana Jotz. Atualmente, 602 escolas já adotaram o sistema, com expectativa de expansão após uma live de divulgação marcada para a próxima semana.

A iniciativa integra a Política de Prevenção ao Abandono Escolar do RS e foi apresentada durante o South Summit, evento de tecnologia em Porto Alegre. A Seduc reforça que a inteligência artificial não substitui, mas complementa as ações já existentes, oferecendo uma abordagem mais eficiente para manter os estudantes na sala de aula.

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Próximo notícia A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) debate um projeto de lei que pretende banir a fabricação, venda e distribuição de armas de gel, conhecidas como gel blasters. Esses dispositivos, que simulam armas de fogo mas disparam projéteis de polímero absorvente, ganharam popularidade em brincadeiras que imitam combates. A proposta, já aprovada em primeira discussão, argumenta que os artefatos representam riscos à segurança pública, podendo ser confundidos com armas reais por policiais, além de causar acidentes graves, incluindo lesões oculares e até mortes. A discussão sobre as armas de gel não se limita ao Rio. Outros sete estados já avaliaram medidas similares, destacando preocupações com a segurança e a saúde pública. Médicos alertam para os perigos físicos, como danos aos olhos e ouvidos, e psicológicos, como a normalização da violência entre crianças. Além disso, a comercialização desses produtos já é tecnicamente vedada pelo Estatuto do Desarmamento, mas ainda é comum encontrá-los à venda em plataformas online a preços acessíveis. Enquanto o projeto avança na Alerj, a Secretaria de Segurança Pública do Rio reforça a necessidade de cautela no uso desses dispositivos, especialmente em áreas com operações policiais. A medida visa coibir não apenas os acidentes, mas também a escalada de violência associada à confusão entre brincadeiras e situações reais. A proibição, se aprovada, seguiria tendências já adotadas em outros estados, como Pernambuco, onde casos graves aceleraram a discussão legislativa.
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