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China e Brasil: Parceria Comercial Cresce com Investimentos em Energia

Laura Ferreira
Última atualização: 20 de julho de 2025 22:25
Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

Desde a abertura comercial nos anos 1970, a China tem se consolidado como uma potência econômica global, impulsionada pelas reformas de Deng Xiaoping. Na mesma época, o Brasil, sob a presidência de Ernesto Geisel, reabriu canais diplomáticos com o país asiático, marcando o início de uma relação que se tornaria uma das maiores alianças comerciais do mundo. Em 2009, o comércio bilateral superou o dos Estados Unidos, refletindo a importância crescente dessa parceria.

A relação entre Brasil e China evoluiu nas décadas seguintes, culminando na assinatura do tratado China-Brazil Earth Resources Satellite (CBERS) nas décadas de 1980 e 1990, que estabeleceu metas para o lançamento de satélites e fomentou novas colaborações. Segundo Diego Magalhães, professor de Relações Internacionais da UFG, essa cooperação Sul-Sul demonstrou o potencial de países em desenvolvimento para formar alianças estratégicas, mesmo diante de desafios socioeconômicos.

Atualmente, a relação comercial entre os dois países movimenta mais de USD$ 90 bilhões em exportações e USD$ 63 bilhões em importações, conforme dados do Comex Stat. Um novo capítulo dessa parceria se desenrola com a entrada de multinacionais chinesas no mercado brasileiro, incluindo a possível aquisição da Eletronuclear, responsável pelas usinas nucleares em Angra dos Reis. A disputa entre empresas chinesas e americanas por ativos da Eletrobrás destaca a crescente influência chinesa no setor energético brasileiro, gerando debates legais sobre a venda de participações da estatal nuclear.

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