O Sindicato dos Comerciários de São Paulo promoverá uma manifestação na próxima sexta-feira, 18 de julho de 2025, a partir das 10h, na famosa rua 25 de Março, no centro da capital paulista. O ato é uma resposta às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou a região como um dos principais centros de produtos falsificados no Brasil, segundo o relatório do USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA).
A entidade, que representa cerca de 500 mil trabalhadores do setor comercial, condenou as afirmações de Trump, considerando-as inaceitáveis e um ataque ao comércio local e ao sistema de pagamentos instantâneos, conhecido como Pix. O USTR argumenta que a 25 de Março tem sido um mercado significativo para produtos falsificados, apesar das ações de combate à pirataria.
Em apoio ao comércio local, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou em entrevista à CNN que a 25 de Março não deve ser rotulada como um comércio ilegal. Ele ressaltou que, caso existam vendas de produtos falsificados, a responsabilidade de fiscalização cabe à Receita Federal e aos órgãos competentes, que contarão com o apoio da prefeitura.
A manifestação ocorre em um momento crítico, já que o governo brasileiro está em negociações para mitigar os efeitos de uma taxação de 50% imposta por Trump. O Poder360 tentou contato com o Sindicato dos Comerciários para obter mais informações sobre o protesto, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.

