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Fungo de tumba de Tutancâmon pode combater câncer, revela estudo

Jackelline Barbosa
Última atualização: 27 de julho de 2025 00:05
Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

Em uma reviravolta surpreendente, o fungo Aspergillus flavus, associado a mortes misteriosas durante a escavação da tumba de Tutancâmon em 1922, está sendo estudado como uma potencial fonte de medicamentos contra o câncer. Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia descobriram quatro novas moléculas, chamadas asperigimicinas, que demonstraram eficácia em impedir a multiplicação de células cancerosas em testes laboratoriais.

O Aspergillus flavus, comum em solos e grãos armazenados, é conhecido por sua resistência em ambientes extremos, o que o tornou suspeito em casos históricos de mortes após escavações. No entanto, essa mesma resistência biológica agora é vista como uma oportunidade para o desenvolvimento de novos tratamentos. As asperigimicinas pertencem ao grupo das RiPPs, pequenas proteínas raramente encontradas em fungos, e possuem uma estrutura complexa que potencializa sua ação biológica.

Além de inibir a divisão celular, os pesquisadores descobriram que certos lipídios facilitam a entrada das asperigimicinas nas células-alvo, superando um dos principais desafios no desenvolvimento de fármacos. Embora a pesquisa ainda esteja em estágios iniciais, os cientistas planejam avançar para testes em modelos mais complexos e ensaios clínicos, vislumbrando um futuro promissor para esses compostos.

A história do Aspergillus flavus ilustra como elementos da natureza, antes temidos, podem se transformar em aliados na luta contra doenças. A descoberta reforça a ideia de que a cura para os maiores desafios da humanidade pode estar escondida em lugares inesperados, como os esporos de um fungo encontrado em uma antiga tumba.

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