A sensação de preguiça durante o inverno é explicada por fatores biológicos e ambientais, segundo especialistas. Com a queda das temperaturas, o corpo humano reduz sua temperatura interna e prioriza funções essenciais, resultando em um aumento do gasto energético basal, o que pode levar a uma maior sensação de cansaço e sonolência. Além disso, a diminuição da luz solar afeta o ritmo circadiano, reduzindo a produção de serotonina, hormônio relacionado ao bem-estar, o que pode intensificar o desânimo e a falta de disposição.
A médica nutróloga Camila Ciancio explica que a temperatura mais baixa provoca uma diminuição na vasodilatação periférica, favorecendo um estado de economia de energia. A endocrinologista Carolina Janovsky complementa que, se a tireoide não consegue atender à demanda de produção de calor, o indivíduo pode sentir-se ainda mais cansado. A combinação de noites mais longas, aumento da melatonina e menor exposição ao sol agrava a sensação de letargia, especialmente quando associada a uma maior ingestão calórica típica da estação.
Para combater a preguiça invernal, especialistas recomendam algumas estratégias. A alimentação equilibrada, com ênfase em proteínas magras, cereais integrais e fontes de ômega-3, pode estabilizar os níveis de açúcar no sangue e evitar picos de sonolência. Além disso, a prática regular de atividades físicas, mesmo que leves, e a exposição à luz natural são fundamentais para manter a energia e o bom humor durante os meses mais frios. A adoção de hábitos saudáveis pode ajudar a transformar o inverno em uma estação de introspecção produtiva, sem descuidar do bem-estar físico e mental.


