Um ataque aéreo israelense na capital do Iêmen, Sanaa, no domingo (24.ago.2025), resultou na morte de seis pessoas e deixou 86 feridos, conforme reportado pela agência Reuters. O exército israelense afirmou que os alvos dos bombardeios incluíram um complexo militar que abriga o palácio presidencial, além de usinas de energia e um depósito de combustível. A ofensiva foi uma resposta a repetidas agressões do grupo rebelde Houthi, que lançou mísseis e drones em direção ao território israelense nos dias anteriores.
O dirigente houthi Abdul Qader al-Murtada declarou que os ataques foram realizados em solidariedade aos palestinos da Faixa de Gaza, enfatizando que Israel não abandonará os irmãos de Gaza, independentemente dos sacrifícios. Os houthis, que controlam cerca de um terço do território iemenita e são aliados do Irã, intensificaram suas ações contra embarcações norte-americanas no mar Vermelho desde o início da ofensiva israelense em Gaza. Este ataque representa uma escalada no conflito, refletindo a complexa dinâmica de poder na região.
As Forças Armadas iemenitas, sob controle dos houthis, anunciaram sua entrada na guerra ao lado do Irã contra Israel e os Estados Unidos em junho. O conflito no Iêmen é marcado por uma luta pelo poder entre dois grupos: o Conselho de Liderança Presidencial, reconhecido internacionalmente, e o Conselho Político Supremo dos houthis, que conta com apoio limitado. A situação atual levanta preocupações sobre a estabilidade regional e as possíveis repercussões para as relações internacionais.

