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Leitura: Brasil contesta investigação comercial dos EUA e pede diálogo construtivo
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Brasil contesta investigação comercial dos EUA e pede diálogo construtivo

Carlos Eduardo Silva
Última atualização: 19 de agosto de 2025 09:43
Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

O governo brasileiro enviou ontem uma resposta ao Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), solicitando que o governo americano reconsidere a investigação aberta sobre supostas práticas comerciais desleais do Brasil, em meio à recente imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros por Donald Trump. O Brasil argumenta que não há base jurídica ou factual para tais sanções e reafirma seu compromisso com um diálogo construtivo para resolver as preocupações comerciais entre os dois países.

Na carta, o governo brasileiro refuta os tópicos levantados pelo USTR e destaca que suas políticas não são injustificáveis ou discriminatórias. Além disso, cerca de 80 manifestações de associações e empresas dos dois países foram registradas, incluindo a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Embraer, que buscam participar da audiência marcada para o dia 3 de setembro. Essas entidades defendem os avanços do Brasil em áreas como anticorrupção e inovação tecnológica, citando o sistema de pagamentos Pix como exemplo.

A investigação representa um risco adicional para as relações bilaterais, podendo resultar em novas restrições comerciais. O Brasil enfatiza que a Seção 301 da Lei de Comércio americana é um instrumento unilateral incompatível com os princípios do sistema multilateral de comércio, reiterando sua posição de que a Organização Mundial do Comércio (OMC) deve ser o fórum apropriado para a resolução de disputas comerciais. O desdobramento dessa situação poderá impactar significativamente as relações comerciais entre os dois países nos próximos meses.

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