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Descoberta de cidade submersa em Cuba gera controvérsias e mistérios

Bianca Almeida
Última atualização: 7 de agosto de 2025 08:22
Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

Em 2001, a engenheira marinha Paulina Zelitsky e seu marido, Paul Weinzweig, da empresa canadense Advanced Digital Communications (ADC), anunciaram a possível descoberta de uma cidade submersa a cerca de 800 metros de profundidade, nas proximidades da Península de Guanahacabibes, em Cuba. Utilizando tecnologia de sonar, a equipe identificou estruturas que se assemelhavam a pirâmides e formações geométricas, sugerindo vestígios de uma antiga civilização que poderia ter mais de 6 mil anos, tornando-se, assim, mais antiga do que as pirâmides do Egito.

Apesar do entusiasmo inicial, a pesquisa sobre o local não avançou desde então, em grande parte devido à falta de provas conclusivas e ao ceticismo da comunidade científica. Geólogos argumentam que uma cidade não poderia afundar a tal profundidade em apenas seis mil anos, sendo necessário um período de pelo menos 50 mil anos de movimentação tectônica. Zelitsky, em declarações à BBC em 2001, alertou para a irresponsabilidade de afirmar a natureza das estruturas sem evidências concretas.

O geólogo Manuel Iturralde-Vinent, do Museu de História Natural de Cuba, também expressou cautela, descrevendo as formações como "estranhas" e "bizarras", sem explicação clara. Embora o caso continue a ser debatido nas redes sociais, com teorias sobre a Atlântida e possíveis acobertamentos governamentais, o interesse institucional cubano parece ter diminuído. Uma expedição internacional prevista para 2002 foi cancelada por falta de financiamento, segundo a oceanógrafa Sylvia Earle.

Sem novas investigações ou evidências recentes, o que permanece no fundo do mar de Guanahacabibes continua a ser um enigma, cercado por especulação e fascínio histórico, à medida que outros achados arqueológicos, como Göbekli Tepe na Turquia e o monumento submerso de Yonaguni no Japão, desafiam as narrativas tradicionais sobre o surgimento das primeiras civilizações.

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