Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Procurar
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Estudo revela que poluição do ar pode ter causado mortes infantis no RJ
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
Procurar
Have an existing account? Sign In
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A

Estudo revela que poluição do ar pode ter causado mortes infantis no RJ

Camila Pires
Última atualização: 4 de agosto de 2025 03:15
Camila Pires
Tempo: 2 min.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Veiga de Almeida (UVA) concluiu que a poluição do ar pode ter contribuído para a morte de 8,5% das crianças de até 5 anos em três bairros da zona oeste do Rio de Janeiro. A pesquisa, publicada em julho no periódico Bulletin of Environmental Contamination and Toxicology, analisou a concentração de material particulado fino (MP2,5) em Bangu, Paciência e Santa Cruz, áreas com altos índices de poluição e densidade populacional.

Os dados foram coletados entre abril e novembro de 2023, período caracterizado por baixa precipitação e condições adversas de qualidade do ar. Durante esse tempo, as concentrações de MP2,5 ultrapassaram os 15 µg/m³ em mais de 50% dos dias, superando os limites recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A pesquisa cruzou essas informações com dados do Sistema Único de Saúde (SUS), revelando uma taxa de mortalidade infantil de 14,9 por mil nascidos vivos, com 28,2% das mortes atribuídas a doenças respiratórias e 5,3% a doenças cardiovasculares.

Os pesquisadores utilizaram o software AIRQ+, da OMS, para estimar o impacto da poluição na saúde infantil. O professor Cleyton Martins, um dos líderes do estudo, destacou que o material particulado fino é especialmente prejudicial à saúde, podendo agravar doenças respiratórias e cardiovasculares, principalmente em crianças e idosos. Martins enfatizou a necessidade de planos de gestão e monitoramento da qualidade do ar mais eficazes, especialmente em áreas vulneráveis.

A pesquisa também elogiou a iniciativa do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) de ampliar o monitoramento da qualidade do ar, incluindo material particulado fino em todas as estações de tratamento. No entanto, Martins alertou que muitos estados brasileiros ainda carecem de um monitoramento adequado, o que pode agravar a situação em outras regiões do país.

Notícia Anterior Cuidado com o ‘morango do amor’: riscos à saúde bucal alertam especialistas
Próximo notícia China Aprova 183 Exportadoras Brasileiras de Café em Novo Acordo
Banner
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta