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Goldman Sachs prevê dólar mais fraco e alta de moedas emergentes

Bianca Almeida
Última atualização: 18 de agosto de 2025 14:21
Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

O Goldman Sachs prevê uma desvalorização do dólar nos próximos meses, apontando que a economia dos Estados Unidos não sustenta mais a alta da moeda. Em relatório enviado ao mercado no dia 15 de agosto, os analistas destacam a fraqueza do mercado de trabalho, que pode abrir espaço para cortes graduais nas taxas de juros pelo Federal Reserve. A expectativa é que o simpósio anual de Jackson Hole, programado para o final de agosto, não traga sinais claros sobre a política monetária, o que pode frustrar investidores que buscam diretrizes mais definitivas.

Os especialistas do Goldman Sachs observam que a desvalorização do dólar está ligada à baixa liquidez e fatores externos, como as expectativas de alta de juros pelo Banco do Japão. Além disso, as moedas emergentes, especialmente o real brasileiro e o rand sul-africano, têm mostrado valorização, beneficiadas por suas altas taxas de juros. O relatório sugere que as estratégias de carry trade continuarão atraentes enquanto o crescimento econômico dos Estados Unidos permanecer abaixo da tendência, sem indícios de uma recessão global mais acentuada.

As implicações dessa análise são significativas para investidores globais, que podem reconsiderar suas posições em ativos considerados porto seguro. O desempenho inferior do dólar pode levar a uma reavaliação das estratégias de investimento em mercados emergentes, onde moedas como o real e o rand ainda são vistas como subavaliadas. Assim, a dinâmica do câmbio nos próximos meses dependerá não apenas das políticas monetárias americanas, mas também da evolução econômica global e das relações comerciais entre as nações.

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