Nesta sexta-feira (23), novos ataques aéreos israelenses resultaram na morte de pelo menos 63 palestinos na Faixa de Gaza, conforme relatado pela rede Al Jazeera com base em fontes médicas locais. O foco da ofensiva militar se concentra na Cidade de Gaza, onde os esforços internacionais por um cessar-fogo permanecem estagnados. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou destruir a Cidade de Gaza caso o Hamas não aceite as condições impostas por Tel Aviv, sem esclarecer quais seriam essas condições.
A crise humanitária em Gaza se agrava não apenas pelos bombardeios, mas também pela fome. Autoridades de saúde palestinas relataram que oito pessoas, incluindo duas crianças, morreram de desnutrição nas últimas 24 horas, elevando o total de vítimas pela fome a 281 desde o início da guerra. A ONU confirmou oficialmente que Gaza enfrenta uma situação de fome generalizada, com mais de meio milhão de pessoas vivendo em condições extremas de privação alimentar e miséria.
Além disso, desde o início do conflito em outubro de 2023, Israel já matou mais de 62,6 mil palestinos na Faixa de Gaza. O governo israelense nega a existência da fome no território e classifica os relatórios da ONU como tendenciosos. A situação continua a ser marcada por bombardeios indiscriminados e pela obstrução sistemática da ajuda humanitária, levando a um desastre humanitário sem precedentes na região.

