Duas mulheres, a líder comunitária Karine Lins e a vice-presidente da associação de moradores, Danny Silva, denunciaram agressões e transfobia por parte de policiais civis na 16ª Delegacia de Polícia em Planaltina, no Distrito Federal, no último sábado (23). Elas afirmam que foram hostilizadas e agredidas ao tentarem prestar depoimento como testemunhas em um caso de agressão contra uma idosa. Karine relata que foi atingida com socos, chutes e puxões de cabelo, enquanto Danny diz ter sofrido ataques transfóbicos e ameaças de morte.
O delegado-chefe da delegacia, Richard Moreira, apresentou uma versão diferente dos fatos, alegando que as mulheres criaram tumulto e desacataram os agentes. Ele afirmou que as duas foram autuadas por desacato e resistência, negando qualquer tipo de abuso ou discriminação. A Corregedoria da Polícia Civil está apurando as denúncias, enquanto a situação levanta questões sobre o tratamento de minorias nas instituições policiais e a necessidade de respeito à diversidade.
As alegações de agressões e transfobia em uma delegacia de polícia destacam a urgência de uma investigação minuciosa para garantir a responsabilização dos envolvidos. A situação também evidencia a importância de políticas públicas que promovam o respeito à diversidade e protejam os direitos das minorias. O desdobramento desse caso poderá impactar a confiança da comunidade nas forças de segurança e na proteção dos direitos humanos.


