Em 31 de agosto de 2025, mulheres de Cruzeiro do Sul, no Acre, destacam-se na coleta do murumuru, uma palmeira cujos coquinhos geram renda e promovem a bioeconomia local. Com lenços e chapéus, elas percorrem trilhas da floresta em busca dos coquinhos que alimentam sonhos e sustentam famílias, transformando o óleo extraído em produtos para grandes indústrias de cosméticos. O protagonismo feminino é evidente, com figuras como Raimunda Gomes e Maria Lisbete da Páscoa liderando essa atividade essencial.
A coleta do murumuru não apenas garante sustento, mas também promove a consciência ambiental entre as coletoras. A Coopercintra e a Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac) desempenham papéis cruciais ao oferecer suporte logístico e capacitação, valorizando saberes tradicionais e preparando as novas gerações para um futuro sustentável. As mulheres envolvidas expressam sua conexão com a floresta e a importância de preservar o meio ambiente diante das ameaças das queimadas.
Recentemente, o governo do Acre implementou uma subvenção direta aos extrativistas, uma conquista histórica que traz dignidade e segurança financeira às comunidades locais. Essa nova metodologia, estabelecida pela Lei Estadual nº 1.277/1999, representa um avanço significativo na valorização do trabalho das mulheres e na promoção da bioeconomia no estado. O murumuru se torna, assim, um símbolo de resistência e potencial econômico para o Acre.

