A recente elevação da alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) no câmbio, que triplicou de 0,38% em 2017 para 3,5% atualmente, expõe a fragilidade fiscal do Brasil. Em entrevista ao Poder360, Raissa Florence, diretora da Oz Câmbio, afirmou que essa mudança reflete a instabilidade política e fiscal do país, levando empresas a buscar proteção fora do território nacional. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) espera arrecadar mais de R$ 10 bilhões com o ajuste, sendo 80% desse valor proveniente do câmbio. O impacto imediato é o encarecimento das transações internacionais, afetando importadores, exportadores e negócios que dependem de pagamentos em moeda estrangeira. A falta de previsibilidade no ambiente de negócios tem afastado investidores estrangeiros e incentivado empresas brasileiras a abrir filiais no exterior. Florence sugere que as empresas adotem estratégias de hedge e busquem informações para mitigar riscos em um cenário de volatilidade crescente.

