Em entrevista à CNN, o ministro Luís Roberto Barroso revelou a existência de provas documentais que confirmam um plano denominado ‘Punhal Verde e Amarelo’, que tinha como objetivo o assassinato de autoridades, incluindo o presidente eleito, o vice-presidente e um ministro do Supremo Tribunal Federal. Os documentos foram encontrados em formatos digital e impresso e foram levados para discussão por uma pessoa que frequentava o gabinete presidencial. Além disso, foram identificadas ordens para alterar relatórios das Forças Armadas, visando criar um ambiente de desconfiança no processo eleitoral.
Barroso detalhou uma série de ações que corroboram a tentativa de criar um ambiente propício a um golpe de Estado, incluindo o monitoramento de autoridades e o incentivo a manifestações que pediam intervenção militar em frente aos quartéis. O ministro enfatizou a transparência do processo judicial, que contou com a presença de advogados renomados, imprensa nacional e internacional, além de amplo acompanhamento pela sociedade civil. Uma delação premiada também teria revelado como ocorreu o chamamento de comandantes das Forças Armadas para participarem da tentativa de golpe.
O ministro ressaltou que as autoridades americanas foram convencidas por uma narrativa que não corresponde à realidade dos fatos. Em sua atuação, Barroso disse priorizar o diálogo e a busca pelo restabelecimento da verdade, evitando confrontos e agressões. A revelação das provas documentais levanta questões sobre a segurança das instituições democráticas no Brasil e a necessidade de vigilância contínua contra ameaças à ordem constitucional.


