O ex-presidente Jair Bolsonaro está prestes a ser julgado pela 1ª turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de 2 de setembro de 2025, em um caso que envolve sua suposta participação em uma trama golpista. Nos bastidores, articuladores bolsonaristas consideram a condenação como um resultado quase certo e já se preparam para as consequências políticas e econômicas desse desfecho.
Aliados de Bolsonaro expressam preocupação com a possibilidade de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reaja aplicando sanções sob a Lei Magnitsky aos ministros do STF que votarem pela condenação. Embora alguns esperem que o ministro Luiz Fux peça vista do processo, a avaliação predominante é de que a condenação é inevitável, podendo apenas ser adiada.
Diante desse cenário, o núcleo bolsonarista mira as implicações pós-julgamento, temendo não apenas sanções diretas, mas também tarifas e embargos comerciais que poderiam prejudicar ainda mais a economia brasileira. Com reuniões agendadas entre aliados de Bolsonaro e integrantes do governo Trump, o grupo busca mitigar os danos e explorar alternativas políticas, como a pressão por anistia no Congresso, reforçada pelo governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas.


