O Brasil deu início à Operação Atlas no dia 3 de outubro, mobilizando dez mil militares das Forças Armadas na maior ação militar já realizada na região norte do país, abrangendo os estados de Roraima e Amapá. A operação conta com equipamentos inéditos na Amazônia, incluindo sistemas de foguetes Astros, carros de combate Leopard, mísseis MAX 1.2 AC, além de tropas aerotransportadas, defesa cibernética e aviação de ataque ao solo da Força Aérea.
Essa mobilização equivale ao tamanho da Força Expedicionária Brasileira enviada à Itália em 1944, destacando a complexidade logística envolvida. A operação ocorre às vésperas da Conferência do Clima da ONU (COP 30), que será sediada em Belém, e em um momento de intensificação da política de defesa dos Estados Unidos, que busca combater o narcotráfico e a imigração ilegal na fronteira com a Venezuela. O governo americano tem adotado medidas que podem ampliar o cerco ao regime de Nicolás Maduro.
A nova postura dos EUA pode gerar implicações legais para operações militares na região, pois o direito internacional restringe o uso legítimo da força, especialmente quando há risco de vítimas civis em território estrangeiro. Relatos indicam que os Estados Unidos já identificaram alvos dentro da Venezuela, o que pode aumentar as tensões geopolíticas na fronteira norte do Brasil e impactar a segurança regional.

