A Câmara Municipal de Goiânia aprovou, em 29 de setembro de 2025, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026, mesmo após pedido da Prefeitura para retirada do projeto. A votação ocorreu na Comissão Mista presidida pelo vereador Cabo Senna, que acatou o relatório do vereador Lucas Vergílio e aprovou o texto com 12 emendas apresentadas por parlamentares. A base do prefeito Sandro Mabel votou contra a aprovação.
O Executivo municipal questiona a validade da votação, alegando que o relatório não foi divulgado previamente e que não houve quórum suficiente para apreciação. O prefeito Sandro Mabel afirmou que não houve tempo hábil para análise e que pedirá a invalidação da votação ao presidente da Câmara, Romário Policarpo. Por sua vez, o presidente da Comissão Mista negou falta de quórum e explicou que o pedido de retirada do projeto chegou durante a reunião, sem impedir a continuidade da votação.
O líder do prefeito na Câmara, vereador Wellington Bessa, avaliou que divergências são normais e garantiu que o projeto será novamente analisado pelo Executivo. A proposta orçamentária prevê receitas totais de R$ 8,94 bilhões e despesas de R$ 8,89 bilhões para o próximo ano, incluindo arrecadação estimada em R$ 3,9 bilhões com impostos. O episódio sinaliza um novo momento de tensão entre os poderes Legislativo e Executivo em Goiânia.

