Em setembro de 2025, importadores chineses adquiriram milhões de toneladas de soja da Argentina após o país sul-americano suspender temporariamente impostos sobre exportações. Essa ação resultou no maior volume de compras argentinas dos últimos sete anos, suprindo mais da metade das necessidades chinesas de curto prazo. Paralelamente, as importações de produtos agrícolas dos Estados Unidos sofreram queda significativa.
Além da soja, a carne bovina australiana também substituiu produtos norte-americanos no mercado chinês desde o retorno do presidente Donald Trump ao poder. A redução nas exportações americanas começou em março, quando Pequim permitiu que licenças de centenas de instalações de processamento nos EUA expirassem, em meio à guerra tarifária entre os dois países. O governo americano expressa preocupação com a aproximação entre o presidente argentino Javier Milei e Pequim, que pode prejudicar agricultores e pecuaristas dos EUA.
Essa mudança no comércio agrícola global pode impactar o equilíbrio econômico entre as nações envolvidas, fortalecendo a presença chinesa na América do Sul e na Oceania. O cenário sugere possíveis ajustes nas políticas comerciais e diplomáticas, com consequências para os mercados internacionais e para a geopolítica regional nos próximos anos.

