Um comitê do Congresso dos Estados Unidos tornou público na segunda-feira, 8 de setembro de 2025, um dos documentos mais aguardados da chamada “caixa-preta” de Jeffrey Epstein: o “livro de aniversário” que amigos e aliados enviaram ao financista em 2003, quando ele completou 50 anos. Epstein, que foi julgado e condenado por orquestrar um esquema de exploração sexual de garotas menores de idade, foi encontrado morto na prisão em 2019. O material, com 238 páginas, reúne recados de cerca de 40 pessoas, incluindo políticos e celebridades, destacando um bilhete atribuído a Donald Trump, que a Casa Branca nega ser autêntico.
A divulgação do livro reacende debates sobre as conexões de Epstein com figuras proeminentes, como o ex-presidente Bill Clinton e o embaixador britânico Peter Mandelson. A pressão por transparência aumenta, especialmente entre os apoiadores de Trump, que exigem a liberação total dos documentos relacionados ao caso. A deputada Jasmine Crockett, do Texas, enfatizou a necessidade de justiça para as sobreviventes e verdade para o povo americano, enquanto aliados de Trump acusam os democratas de politizar a situação.
As revelações sobre o ‘livro de aniversário’ não apenas reavivam o interesse público sobre o legado sombrio de Epstein, mas também criam fissuras dentro da base MAGA em relação ao ex-presidente. A insistência dos democratas por uma investigação mais profunda pode resultar em consequências políticas significativas para Trump, especialmente com sua candidatura presidencial em andamento. O caso continua a ser um ponto focal nas discussões sobre poder e responsabilidade nos altos escalões da sociedade americana.

