Na segunda-feira, 8 de setembro de 2025, Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, sugeriu a interrupção dos pagamentos da dívida do clube com a Caixa Econômica Federal (CEF) referente à Neo Química Arena. Durante uma entrevista a jornalistas no Parque São Jorge, em São Paulo, Tuma Júnior argumentou que o clube deve priorizar o pagamento de débitos que podem resultar em bloqueios judiciais, deixando temporariamente de lado o compromisso financeiro com a CEF. “Temos que resolver o problema do estádio na CEF. Temos que trocar o fundo que está administrando o problema todo. Sou presidente do Conselho, não mando nada. Acho que o Corinthians tem que resolver o problema na CEF”, afirmou.
O balanço financeiro divulgado em 2024 mostra que o valor devido à CEF pelo financiamento do estádio chega a R$ 668 milhões. O endividamento total do clube alcançou R$ 2,6 bilhões ao término do primeiro trimestre de 2025. A torcida organizada Gaviões da Fiel criou uma campanha para arrecadar fundos e auxiliar na quitação da dívida do estádio, que já soma R$ 40.887.567,21 repassados à CEF para amortização do débito. A proposta de Tuma Júnior levanta preocupações sobre a saúde financeira do Corinthians e suas implicações para o futuro do clube.

