A defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres tentou desqualificar, nesta terça-feira (2), a ‘minuta do golpe’, uma das principais provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a sustentação oral, o advogado Eumar Novacki afirmou que o documento poderia ter sido encontrado ‘na casa de qualquer um’ e que nunca foi discutido por seu cliente, que é acusado de colaborar com uma organização criminosa. Torres, que viajou aos Estados Unidos dois dias antes dos atos de 8 de janeiro de 2023, é acusado de ter se ausentado do Distrito Federal para facilitar os ataques às sedes dos Três Poderes. A defesa contestou essa alegação, apresentando documentos que comprovam que a viagem foi planejada com antecedência. O julgamento, presidido pelo ministro Cristiano Zanin, se concentra na análise das ações do ‘núcleo crucial’ da suposta trama golpista e terá sessões extraordinárias até 12 de setembro.

