Mais de 70% dos brasileiros apresentam algum tipo de distúrbio do sono, segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Essas condições não afetam apenas o cansaço diário, mas também sobrecarregam o coração, aumentando os riscos de hipertensão, arritmia e infarto. A apneia obstrutiva do sono, em especial, representa um desafio grave à saúde cardiovascular.
Especialistas explicam que durante o sono a pressão arterial normalmente cai, aliviando o esforço do coração. Quando o sono é interrompido ou insuficiente, o corpo libera hormônios do estresse como adrenalina e cortisol, mantendo a pressão alta e acelerando os batimentos cardíacos. Esse quadro pode desencadear inflamações crônicas e resistência à insulina, elevando ainda mais o risco de doenças.
Além dos impactos diretos no coração, a má qualidade do sono altera hormônios que regulam o apetite, favorecendo o ganho de peso e agravando problemas como a apneia. Para preservar a saúde cardiovascular, é fundamental adotar hábitos que promovam um sono regular e reparador, como evitar estimulantes à noite e manter horários estáveis para dormir e acordar.

