O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em 30 de setembro de 2025 um plano de paz para encerrar o conflito entre Israel e Hamas e estabelecer um Estado Palestino. O anúncio foi feito na Casa Branca, ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que afirmou ter aceitado o acordo norte-americano, embora tenha destacado que Israel não concorda com a criação do Estado Palestino e manterá suas forças militares na maior parte do território.
Diversos líderes mundiais expressaram apoio à iniciativa. O presidente francês Emmanuel Macron e o primeiro-ministro britânico Keir Starmer elogiaram o esforço dos EUA, enquanto autoridades da Itália, Espanha, Alemanha, Turquia, Rússia e Índia também manifestaram respaldo ao plano. A União Europeia se declarou pronta para contribuir com o processo. A Autoridade Palestina acolheu os esforços norte-americanos e reafirmou seu compromisso em cooperar. A mediação contou ainda com o envolvimento do Catar e do Egito.
Apesar do anúncio oficial, Netanyahu reafirmou sua oposição à criação de um Estado Palestino e ressaltou que as Forças de Defesa de Israel permanecerão na maior parte do território. O Hamas informou que está analisando a proposta antes de emitir uma resposta oficial. Caso o grupo extremista rejeite o plano, Trump declarou que os EUA continuarão a apoiar militarmente Israel. O plano surge em meio à pressão internacional crescente para encerrar uma guerra que já dura dois anos e causou mais de 220 mil mortes palestinas, enquanto vários países reconheceram formalmente o Estado da Palestina na Assembleia Geral da ONU.

