A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, manifestou forte repúdio às declarações da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que afirmou que o governo dos EUA poderia usar meios militares para ‘proteger a liberdade de expressão’ em relação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em uma postagem nas redes sociais, Gleisi classificou a ameaça como ‘inadmissível’, ressaltando que isso se soma a tarifas e sanções já impostas ao Brasil.
Gleisi destacou que a declaração representa um ponto crítico na relação entre os dois países, afirmando que a ‘conspiração da família Bolsonaro contra o Brasil’ chegou a um novo patamar. A ministra enfatizou que os crimes pelos quais Bolsonaro e seus cúmplices estão sendo julgados devem ser tratados dentro do devido processo legal, sem interferências externas. A porta-voz Leavitt também mencionou que não há ações adicionais contra o governo brasileiro no momento.
As implicações dessa situação são significativas, pois refletem tensões nas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, especialmente em um contexto onde o ex-presidente Bolsonaro enfrenta sérias acusações. O julgamento de Bolsonaro pode resultar em penas severas, e a postura dos EUA pode influenciar ainda mais o clima político no Brasil, levantando questões sobre soberania e intervenção externa em assuntos internos.


