A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Fames-19, que resultou no afastamento do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), e da primeira-dama, Karine Sotero Campos. A investigação apura o desvio de recursos públicos na aquisição de cestas básicas durante a pandemia, revelando que um dos institutos contratados não entregou os produtos e utilizou cestas emprestadas para ludibriar a fiscalização.
De acordo com a decisão judicial, o Instituto para o Desenvolvimento e Gestão Social, Esportiva e Cultural (Idegesesc) não cumpriu com suas obrigações contratuais e forjou documentos para simular a entrega das cestas. A operação mobilizou mais de 200 policiais em diversas localidades, incluindo o Tocantins, Paraíba, Maranhão e Distrito Federal, e investiga crimes como corrupção passiva e formação de organização criminosa.
As consequências desse afastamento incluem uma auditoria nos contratos e possíveis desdobramentos legais para os envolvidos. O governador afirmou que a decisão é precipitada e que os fatos ocorreram durante a gestão anterior, enquanto a primeira-dama se comprometeu a provar sua inocência. A situação destaca a necessidade de maior fiscalização nas contratações públicas durante crises sanitárias.


