A gravidez ectópica, também conhecida como gravidez nas trompas, ocorre quando o embrião se implanta fora do útero, principalmente nas trompas de Falópio. Essa condição não permite o desenvolvimento normal da gestação e pode representar risco à vida da mulher, exigindo interrupção imediata. Os sintomas iniciais são pouco específicos, incluindo atraso menstrual, dor pélvica e sangramento vaginal.
Segundo especialistas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e do Manual Merck, fatores como cirurgias pélvicas anteriores, infecções, uso de métodos contraceptivos como DIU e idade materna acima de 35 anos aumentam o risco de gravidez ectópica. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia e exames laboratoriais que medem os níveis do hormônio hCG.
O tratamento deve ser iniciado o quanto antes para evitar complicações graves. Em casos precoces, a administração de medicamentos pode interromper a gestação ectópica com acompanhamento rigoroso. Quando necessário, a cirurgia por laparoscopia é realizada para remover o embrião e preservar a saúde da mulher. A detecção precoce é fundamental para reduzir riscos e garantir segurança à gestante.

