A Organização Mundial Meteorológica (WMO) emitiu um alerta sobre a possibilidade de 55% de chances do fenômeno La Niña se manifestar entre setembro e novembro de 2025. Caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico, o La Niña provoca alterações na circulação atmosférica, resultando em mais chuvas no Norte e Nordeste do Brasil, enquanto o Sul pode enfrentar seca e calor. No Sudeste e Centro-Oeste, os impactos são variados e incertos.
Entretanto, a WMO também aponta que, em vez do La Niña, o El Niño pode se desenvolver, elevando as temperaturas das águas do Pacífico. Se isso ocorrer, o Norte e Nordeste poderão enfrentar seca, enquanto o Sul experimentará chuvas intensas e ondas de calor em todo o país. Humberto Barbosa, fundador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), destaca que as temperaturas já estão 2°C acima da média, indicando a possibilidade do La Niña se estabelecer.
As previsões para o período de setembro a novembro sugerem uma transição da condição de neutralidade do El Niño Oscilação Sul para a chegada do La Niña, que poderá gerar anomalias climáticas incomuns. A situação requer atenção, pois as implicações podem afetar a agricultura e a economia brasileira, além de impactar a vida cotidiana da população.


