Durante a Cúpula de Países Amazônicos em Bogotá, na última sexta-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não escondeu sua aversão ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda. Em uma reunião com 38 ministros, Lula deixou claro que não tem simpatia por Rueda, afirmando que a relação entre eles está desgastada. O clima tenso foi exacerbado quando Lula fez uma pergunta provocativa sobre Luciano Bivar, ex-presidente do União Brasil e rival de Rueda, sinalizando sua insatisfação com o atual presidente do partido.
A reunião entre Lula e Rueda, ocorrida em 26 de junho, já havia sido marcada por descontentamentos mútuos. Lula reclamou da falta de apoio do União Brasil às pautas governamentais, enquanto Rueda expressou suas queixas sobre a política fiscal do governo. A situação se deteriorou ainda mais após a pergunta de Lula sobre Bivar, que foi recebida com espanto por Rueda, evidenciando a tensão entre os dois líderes. A rivalidade interna no União Brasil se intensificou, com acusações graves entre Rueda e Bivar.
Como resultado dessa crise, na terça-feira (2), o União Brasil e os Progressistas anunciaram seu desembarque do governo, obrigando os ministros Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte) a deixarem seus cargos até o final de setembro. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, comentou que ninguém é obrigado a permanecer no governo, mas aqueles que ficarem devem apoiar as pautas governistas. Essa reviravolta representa um desafio significativo para a administração de Lula e pode impactar sua base de apoio no Congresso.


