Na manhã de 8 de setembro de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de uma videoconferência com os países do BRICS: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Convocada pelo governo brasileiro, que atualmente preside o bloco, a reunião tem como principal objetivo a defesa do multilateralismo, em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos sob a administração de Donald Trump. Brasil e Índia enfrentam taxas de 50% sobre a maioria de seus produtos exportados para o mercado norte-americano, gerando preocupações econômicas significativas.
Durante a reunião, Lula deve enfatizar a importância de fortalecer as parcerias comerciais entre os países do BRICS. A China já se consolidou como o principal parceiro comercial do Brasil, e há planos ambiciosos para aumentar o comércio com a Índia para 20 bilhões de dólares até 2030. Outros países do bloco também devem buscar ampliar suas relações comerciais, promovendo um ambiente de cooperação mútua. Após a declaração inicial de Lula, os chefes de estado e representantes dos demais países terão a oportunidade de se pronunciar.
Entretanto, não está prevista uma declaração oficial conjunta, uma estratégia adotada para evitar tensões adicionais com os Estados Unidos, especialmente em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em sua fase final. Além da reunião com o BRICS, a agenda de Lula inclui encontros com Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e Alexandre Padilha, ministro da Saúde. O Palácio do Planalto deve divulgar uma nota à imprensa brasileira, mas sem uma declaração oficial do bloco.

