O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, está com um decreto pronto para assumir poderes especiais e declarar estado de exceção caso as forças militares dos Estados Unidos ataquem o país. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, anunciou que o decreto precisa ser aprovado pelo Congresso, controlado por aliados do governo, para ser ativado. O estado de exceção permitiria a Maduro ordenar mobilizações militares, controlar instalações estratégicas como a indústria petroquímica e fechar fronteiras.
Desde o início do governo Trump, a relação entre EUA e Venezuela tem se deteriorado, com acusações do presidente americano contra Maduro por envolvimento em tráfico de drogas e terrorismo. Navios de guerra americanos com cerca de quatro mil soldados estão posicionados no mar do Caribe desde agosto, e ataques a embarcações suspeitas resultaram em mortes e apreensão de drogas. Trump tem usado essas ações para justificar medidas duras contra o regime venezuelano.
A adoção do estado de exceção por Maduro pode agravar ainda mais as tensões entre os dois países, aumentando o risco de confrontos militares diretos. A medida amplia os poderes do presidente venezuelano para restringir direitos civis e controlar recursos estratégicos, o que pode impactar a estabilidade regional e as relações diplomáticas na América Latina.


