Estudos indicam que motoristas diagnosticados com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) enfrentam o dobro da chance de se envolver em acidentes de trânsito. A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) enfatiza que sintomas como impulsividade e desatenção, frequentemente presentes em indivíduos com TDAH, podem agravar comportamentos de risco ao volante. Durante o 16° Congresso Brasileiro de Medicina do Tráfego, realizado em Salvador, a médica Joan Faber apresentou dados que corroboram essa associação, revelando que a prevalência do TDAH no Brasil é de 7,6% entre crianças e adolescentes e 5,2% entre jovens adultos. Faber também observou que motoristas com TDAH tendem a ter um desempenho melhor em trajetos urbanos e em veículos com câmbio manual, que exigem maior atenção. No entanto, longas distâncias e conduções monótonas aumentam o risco, especialmente na ausência de medicação. A médica conclui que atividades secundárias, como comer ou usar o celular, comprometem ainda mais a segurança desses condutores.


