Duas pessoas faleceram em São Paulo após ingerirem bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, um caso que levanta preocupações sobre a possível ligação do Primeiro Comando da Capital (PCC) com essa prática criminosa. O Centro de Vigilância Sanitária do Estado investiga outros dez casos de intoxicação, enquanto a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) aponta que o metanol utilizado pode ser o mesmo importado ilegalmente pelo PCC para adulterar combustíveis. Recentemente, o fechamento de distribuidoras ligadas ao crime organizado pode ter levado facções a revender estoques do produto para fábricas clandestinas de bebidas, resultando em lucros exorbitantes e uma série de envenenamentos.
A ABCF destaca que nunca recebeu tantas denúncias de bebidas falsificadas como nos últimos dois anos e planeja uma reunião com o Gaeco, do Ministério Público de São Paulo, para discutir ações contra a falsificação. Além disso, a entidade cobra a reativação do Sicobe, sistema de rastreamento da produção de bebidas desativado em 2016, que poderia ajudar no controle desse mercado ilegal. O anuário da falsificação 2025 revela que o setor de bebidas foi o mais afetado, com perdas estimadas em R$ 88 bilhões, ressaltando não apenas o impacto econômico, mas também a grave ameaça à saúde pública.

