No último domingo, 24 de agosto, Alex dos Santos Silva, um mecânico de 29 anos, foi morto por policiais militares da Rota ao sair do trabalho no Grajaú, zona sul de São Paulo. Sua esposa, Eliana Barbara da Silva Souza, afirma que ele não estava armado e que os agentes mentiram ao registrar o boletim de ocorrência, alegando que Alex portava uma arma e drogas. O caso gerou indignação e questionamentos sobre a conduta policial, especialmente em relação ao tratamento de pessoas negras pela polícia.
De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais alegaram que Alex demonstrou nervosismo e apontou um revólver em direção a eles, o que teria justificado os disparos. No entanto, Eliana nega essas afirmações e critica a narrativa policial, afirmando que a arma foi plantada. A situação é ainda mais complexa, pois o registro policial não menciona a profissão de Alex e não há evidências concretas que sustentem as alegações dos PMs sobre drogas ou armas.
A morte de Alex não apenas impactou sua família, mas também reacendeu debates sobre a violência policial e o racismo estrutural no Brasil. O caso está sob investigação pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa, enquanto a viúva busca justiça e esclarecimento sobre as circunstâncias da morte do marido. A dor da perda é sentida profundamente por sua esposa e seu filho de quatro anos, que agora enfrentam um futuro sem ele.

