Uma reunião realizada na segunda-feira, 29 de setembro, entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e líderes do Partido Democrata no Congresso não avançou na aprovação da lei orçamentária que visa estender o financiamento do governo federal. O impasse coloca o país à beira de uma paralisação a partir do início do novo ano fiscal, em 1º de outubro. O vice-presidente reconheceu a possibilidade da paralisação, atribuindo a responsabilidade aos democratas por não aceitarem o texto redigido pelos republicanos.
Os democratas condicionam seu apoio à inclusão de medidas relacionadas à saúde, como a extensão dos subsídios do Affordable Care Act e a reversão dos cortes no Medicaid promovidos pelo atual governo. O líder democrata no Senado afirmou que Trump demonstrou compreensão da gravidade da crise de saúde durante a reunião, mas ainda não está claro se o presidente aceitará as demandas. A polarização entre os partidos dificulta a obtenção do apoio bipartidário necessário para aprovar o projeto no Senado.
Caso o Congresso não chegue a um acordo até a meia-noite desta terça-feira, 30, partes do governo federal terão suas atividades suspensas, afetando centenas de milhares de funcionários e serviços públicos essenciais. Além dos impactos imediatos, analistas alertam que uma paralisação prolongada pode desacelerar o crescimento econômico, prejudicar os mercados financeiros e minar a confiança da população nas instituições governamentais.


