A Semana da Moda de Paris, um dos principais eventos globais do setor, começa com desfiles e ativações das grandes marcas de luxo. No entanto, além das passarelas, o evento se tornou um trampolim para influenciadores de médio alcance que buscam consolidar sua presença digital e atrair colaborações comerciais. A brasileira Carlota Pitarch, de 25 anos, vive em Paris há quatro anos e soma 154 mil seguidores no Instagram e 49,5 mil no TikTok. Durante os próximos dez dias, ela planeja comparecer a desfiles, apresentações, jantares e festas, transformando cada ocasião em conteúdo para suas redes. “Quando você está nos eventos, as pessoas te veem mais, as marcas te veem mais e isso traz muita visibilidade. É bom para futuras colaborações”, afirmou.
Os microinfluenciadores (10 mil a 100 mil seguidores) e macroinfluenciadores (até 500 mil) são vistos pelas marcas como canais de comunicação mais próximos e engajados. “Esses perfis menores têm um lado mais autêntico para o público. As mensagens tendem a ter maior impacto”, explica Robin Martin-Chave, diretor da agência internacional Bold Management. Essa estratégia ganha relevância em um momento em que as marcas buscam ampliar seu alcance digital sem perder a conexão com os consumidores.
A presença de influenciadores de médio alcance reforça como a Semana de Moda de Paris extrapola o glamour dos desfiles e se consolida como uma plataforma de negócios. Para as marcas, é uma chance de dialogar com públicos segmentados; para os criadores, representa uma oportunidade de transformar engajamento digital em contratos e presença efetiva na indústria da moda.


