O Senado aprovou nesta terça-feira (2) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 66/2023, que modifica as regras sobre precatórios e dívidas municipais. Com 71 votos a favor e apenas 2 contra, a proposta retira o pagamento de precatórios do teto de gastos, adia em dez anos o retorno desses valores à meta fiscal e estabelece novos limites e condições para o parcelamento de dívidas, beneficiando Estados e municípios. A promulgação da PEC está agendada para a próxima terça-feira (9). Além das mudanças relacionadas aos precatórios, a proposta abre um espaço permanente no Orçamento de R$ 12 bilhões a partir de 2026, ano eleitoral. Essa quantia será utilizada para custear o salário-maternidade de trabalhadoras autônomas, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, ressaltou que a PEC representa uma oportunidade para resolver questões fiscais importantes, permitindo que as prefeituras renegociem suas dívidas com a União em até 360 parcelas mensais. As novas regras visam garantir que os municípios cumpram suas obrigações fiscais sem comprometer serviços públicos essenciais.

