Alessandro Antônio Stefanutto, ex-presidente do INSS, e Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral da autarquia, foram afastados da PGF, ligada à AGU, em 22 de outubro de 2025. A medida, classificada como preventiva, foi publicada no Diário Oficial da União e suspende o acesso deles aos sistemas da PGF, embora mantenha a remuneração por um período inicial de 60 dias.
Ambos os afastamentos estão relacionados a investigações sobre um esquema de desvios que pode ter desviado até R$ 6 bilhões de aposentadorias, o que resultou em uma CPMI em andamento no Congresso Nacional. A decisão de afastamento foi tomada pela subprocuradora-geral federal Renata Silva Pires de Carvalho, e ambos os servidores foram demitidos do INSS após a operação Sem Desconto, que revelou os problemas relacionados aos pagamentos de aposentadorias.
O atual advogado-geral da União, Jorge Messias, está sob os holofotes, sendo considerado um potencial candidato a uma vaga no STF, o que pode trazer novas implicações para a AGU. A situação permanece tensa, com a possibilidade de novos desdobramentos conforme as investigações avançam e a CPMI continua a apurar as responsabilidades de envolvidos nas irregularidades.


