A Amazon confirmou na terça-feira (28) a demissão de 14 mil funcionários de seu setor corporativo, em uma medida que visa a redução da burocracia e o aumento da eficiência operacional. A decisão, anunciada pela vice-presidente sênior de pessoas e tecnologia, Beth Galetti, reflete um movimento da empresa para se adaptar às mudanças trazidas pela inteligência artificial, que tem sido considerada uma tecnologia transformadora.
Os cortes, que não afetarão trabalhadores de armazéns e logística, foram considerados menores do que o esperado, já que rumores anteriores indicavam a possibilidade de até 30 mil demissões. Embora a empresa tenha afirmado que essa reestruturação é necessária, o comunicado deixou em aberto a possibilidade de novas demissões ao longo de 2026. Essa é a maior redução de pessoal da Amazon nos últimos anos, refletindo uma tendência de grandes empresas de tecnologia que diminuem suas equipes após um período de contratações massivas durante a pandemia.
Os funcionários demitidos terão 90 dias para buscar novas oportunidades dentro da empresa, com prioridade em novos processos seletivos. Aqueles que não forem realocados ou optarem por sair receberão indenizações e suporte para recolocação no mercado. A Amazon não comentou sobre o impacto dessa decisão em suas operações no Brasil, mas a movimentação pode ser um indicativo de mudanças estruturais mais amplas na companhia.

