A Amazon se posicionou contra a interpretação de que sua estratégia de automação poderá levar à substituição de 500 mil postos de trabalho. Durante um evento em San Jose, Califórnia, a porta-voz da empresa, Kelly Nantel, afirmou que as informações divulgadas são “incompletas e enganosas”. Segundo ela, os documentos que indicam a automação de 75% das operações refletem a visão de uma única equipe e não a estratégia geral da companhia.
Apesar do aumento significativo nos investimentos em inteligência artificial, a Amazon destaca que continua a criar empregos. Nantel mencionou que, nos últimos anos, a empresa foi responsável por mais contratações nos Estados Unidos do que qualquer outra companhia e possui 250 mil vagas abertas. No entanto, essas oportunidades são temporárias e não garantem emprego fixo, levantando preocupações sobre a real intenção da empresa em manter a força de trabalho.
O líder de tecnologia e robótica da Amazon, Tye Brady, afirmou que a integração entre IA e a força de trabalho é o objetivo da empresa. A companhia busca que os robôs realizem tarefas repetitivas, permitindo que os colaboradores se concentrem em funções mais complexas. Com a expectativa de dobrar o volume de vendas até 2033, a Amazon poderá evitar a contratação de mais de 600 mil trabalhadores, o que gera um debate sobre o futuro do emprego na era da automação.

