Uma nova Medida Provisória em análise pela Comissão Mista do Congresso Nacional visa introduzir mudanças no setor energético brasileiro, estabelecendo limites para a conta de desenvolvimento energético e sugerindo a contratação de usinas hidrelétricas de até 50 megawatts. O presidente da Refina Brasil, Evaristo Pinheiro, apontou que a proposta apresenta tanto aspectos positivos quanto negativos, especialmente em relação à obrigatoriedade de contratação de energia de fontes como pequenas centrais hidrelétricas e usinas a carvão.
O Brasil, que ficou cerca de uma década sem discutir a construção de hidrelétricas com reservatório, retoma agora esse debate crucial, reconhecendo a importância dessa tecnologia para garantir a estabilidade no fornecimento de energia. A proposta do relator Eduardo Braga é vista como uma oportunidade para fortalecer a matriz energética, especialmente em momentos de alta demanda, ao oferecer suporte a fontes de energia renováveis como a eólica e solar.
Entretanto, a implementação da MP poderá gerar impactos inflacionários, dependendo de como for executada. A proposta ainda passará por votação na comissão, assim como no plenário da Câmara e no Senado, e pode sofrer alterações ao longo do processo legislativo. A expectativa é que a medida busque equilibrar o mercado e as operadoras, promovendo um ambiente mais competitivo no setor energético.


