Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central e atual vice-chairman do Nubank, descartou a possibilidade de que o imbróglio envolvendo o Banco Master represente um risco sistêmico ao sistema financeiro. Em entrevista à GloboNews, ele afirmou que há um consenso sobre a falta de riscos generalizados, embora reconheça a preocupação com a imagem do setor. A declaração foi feita no dia 27 de outubro de 2025, momento em que o caso atraiu a atenção da mídia e do público.
O ex-presidente do BC ressaltou que a atuação da autoridade monetária tem sido adequada e que o Banco Central reprovou a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília devido à falta de viabilidade econômica. Além disso, Campos Neto comentou sobre investigações que envolvem quatro fintechs na Faria Lima, ressaltando que a infiltração do crime não é um problema exclusivo das fintechs, mas sim do sistema financeiro como um todo. Ele lembrou que, apesar do grande número de fintechs no Brasil, apenas algumas enfrentaram problemas sérios.
A análise de Campos Neto sugere que, embora o caso Master tenha gerado preocupações, as estruturas financeiras não estão em risco iminente. O ex-banqueiro central enfatizou a importância de manter a confiança no sistema financeiro e a necessidade de uma supervisão rigorosa para evitar futuras infiltrações criminosas. A situação continua a ser monitorada pelas autoridades, que buscam garantir a estabilidade do setor.

