Na terça-feira, 29 de outubro, o primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, anunciou esforços para persuadir o Hamas a se desarmar, em meio a uma nova onda de ataques israelenses contra a Faixa de Gaza. Durante um discurso no Conselho de Relações Exteriores em Nova York, ele afirmou que o Hamas expressou disposição para entregar suas armas, mas condicionou esse ato à retirada das tropas israelenses do enclave.
Al Thani ressaltou que o desarmamento deve incluir todas as facções palestinas e é um passo crucial para estabilizar a região. O premiê reconheceu que o processo será desafiador e gradual, mas enfatizou a necessidade de criar um ambiente propício para que palestinos e israelenses possam chegar a um acordo de coexistência pacífica. Essas declarações ocorrem em um contexto de escalada de violência, com novos ataques israelenses resultando em numerosas mortes.
As implicações desse discurso são significativas, uma vez que refletem os esforços do Catar em mediar a crise e promover a paz na região. O Hamas, por sua vez, negou ter violado acordos de cessar-fogo e acusou Israel de criar novas realidades por meio da força. A tensão entre as partes permanece alta, e as próximas semanas serão cruciais para avaliar a viabilidade de um acordo duradouro na Faixa de Gaza.

