As ações da Cemig (CMIG4) passaram por uma leve correção após atingir a máxima histórica de R$ 11,32, encerrando a última sessão cotadas a R$ 10,82. Em um período de doze meses, as ações acumularam alta de cerca de 10%, impulsionadas por resultados operacionais positivos e a elevação do rating para AAA, que reforça a solidez financeira da companhia.
Apesar do avanço nas receitas, que aumentaram aproximadamente 14% no segundo trimestre, o lucro líquido da empresa caiu quase 30%. Além disso, a redução na distribuição de energia ao mercado cativo e incertezas políticas, especialmente sobre a federalização, mantêm os investidores cautelosos. O cenário atual sugere um equilíbrio entre fundamentos positivos e riscos potenciais.
O movimento de consolidação das ações da Cemig indica uma acomodação natural dos preços, que ainda permanece acima das médias móveis de curto prazo. A superação das resistências em R$ 10,89 e R$ 11,07 será crucial para retomar a tendência de alta. Caso contrário, a perda de suporte em R$ 10,70 poderá levar a uma pressão vendedora, sinalizando uma possível queda mais acentuada.


