A China anunciou novas restrições sobre a exportação de terras raras, minerais essenciais em tecnologias modernas, a partir de 1º de dezembro. A medida, que exige aprovação do governo para qualquer envio que envolva esses minerais, ocorre em um momento de intensificação das tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos, que criticaram a ação como excessiva e prejudicial.
Com quase 70% da mineração e 90% do processamento global de terras raras sob seu controle, a China mantém uma posição dominante no mercado, o que levanta preocupações sobre a vulnerabilidade das cadeias de suprimento internacionais. A dependência ocidental desses recursos é clara, especialmente em setores como energia renovável e defesa, que podem sofrer interrupções significativas devido a essa concentração de poder.
Para os EUA e seus aliados, diversificar a oferta e aumentar a capacidade de processamento é um desafio urgente. Isso envolve não apenas a ativação de novas minas, mas também a criação de infraestruturas de refino e o desenvolvimento de mão de obra qualificada. A falta de uma estratégia coordenada pode manter a China no centro desse mercado crítico por um futuro próximo, colocando em risco indústrias essenciais e a segurança nacional.

