Nesta sexta-feira (24), o Congresso da Bolívia aprovou uma lei que autoriza a importação de combustíveis por um período de três meses, em resposta à grave escassez que tem gerado longas filas nos postos de gasolina em todo o país. A medida visa garantir o abastecimento em situações de emergência e foi proposta por grupos cívicos e empresariais. A petroleira estatal YPFB, responsável pelas compras internacionais, já enfrenta dificuldades financeiras, esgotando suas reservas em dólares para sustentar os subsídios.
A nova legislação permitirá que tanto pessoas físicas quanto jurídicas adquiram combustíveis sem a incidência de impostos, sob a supervisão do governo. A distribuição será feita a preço de mercado até que a demanda seja completamente atendida. O presidente Luis Arce, que deixará o cargo em novembro, vê a medida como uma solução temporária para uma crise econômica que já ultrapassa 23% de inflação em setembro, segundo dados do Banco Mundial.
A situação financeira da Bolívia é alarmante, com projeções de contração econômica até 2027. O presidente eleito, Rodrigo Paz, promete reavaliar a política de subsídios, com a intenção de cortar mais da metade dos mesmos, embora tenha se comprometido a congelar preços para o transporte público. A implementação desta nova lei pode ser crucial para determinar a estabilidade econômica do país nos próximos meses.

