A Corte Internacional de Justiça (CIJ), principal órgão judicial da ONU, decidiu nesta quarta-feira (22) que Israel é obrigado a facilitar a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. Essa determinação decorre do reconhecimento de Israel como potência ocupante, responsável por atender às necessidades básicas da população civil palestina. O parecer surge em um momento crítico, enquanto esforços internacionais buscam aumentar o fornecimento de alimentos e suprimentos médicos na região.
Embora o parecer da CIJ não tenha caráter vinculativo, ele pode intensificar a pressão sobre o governo israelense. O presidente da CIJ, Yuji Iwasawa, ressaltou que Israel deve garantir os suprimentos essenciais para a sobrevivência dos palestinos e facilitar programas de auxílio humanitário promovidos pela ONU, incluindo a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (Unrwa). A corte também destacou que as alegações de Israel sobre a Unrwa, relacionadas a supostos vínculos com o Hamas, não foram comprovadas.
Além da obrigação de facilitar a ajuda, a CIJ lembrou que Israel não pode utilizar a fome como um método de guerra. A ONU havia solicitado esse esclarecimento sobre as responsabilidades de Israel, especialmente em um contexto onde a ocupação israelense foi anteriormente classificada como ilegal. As implicações dessa decisão podem ser significativas, afetando tanto as relações diplomáticas quanto as ações futuras na região.


